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Política · versão 1.0 · 31/08/2026

Política de Segurança da Informação

Esta política descreve os controles efetivamente aplicados pela Aetivis Desenvolvimento de Software Ltda aos sistemas que opera e aos dados sob sua responsabilidade.

1. Escopo e princípio

Aplica-se à plataforma AssistalIA, à infraestrutura que a hospeda e a todos os dados de clientes nela tratados, incluindo dados pessoais sensíveis referentes à saúde.

Esta política descreve somente controles em operação. Nada nela é aspiracional. Controles planejados e ainda não implantados são informados individualmente a clientes e parceiros em processos de diligência, e não figuram aqui como se existissem.

2. Infraestrutura e hospedagem

  • A aplicação roda em servidores dedicados sob administração exclusiva da Aetivis, com sistema operacional Ubuntu 24.04 LTS mantido atualizado.
  • Todo o tráfego público trafega exclusivamente por HTTPS, com certificados emitidos pela Let’s Encrypt e renovação automática.
  • O banco de dados PostgreSQL 16 é local à máquina da aplicação e não é exposto à internet: não há porta de banco publicada, e o acesso ocorre apenas a partir da própria aplicação.
  • Cada serviço executa sob usuário de sistema próprio e sem privilégio de root, de modo que o comprometimento de um serviço não confira controle da máquina.

3. Segregação de dados entre clientes

A plataforma é multiempresa. Todo registro que pertence a um cliente carrega obrigatoriamente sua identificação, e as consultas são delimitadas por ela em toda a aplicação. Um cliente não alcança dado de outro por meio da aplicação.

4. Autenticação e controle de acesso

  • Senhas nunca são armazenadas em texto claro. São protegidas por scrypt, função de derivação deliberadamente custosa, com sal aleatório por usuário.
  • A verificação de senha usa comparação em tempo constante, que não revela informação por diferença de tempo de resposta.
  • Toda tentativa de acesso — bem-sucedida ou não — é registrada, e o sistema bloqueia tentativas repetidas por conta e por endereço IP, contendo ataque de força bruta.
  • O acesso administrativo à infraestrutura é restrito aos sócios, feito por chave criptográfica, sem autenticação por senha.

5. Criptografia de dados

Além do transporte cifrado, o conteúdo mais sensível é cifrado em repouso com AES-256-GCM — algoritmo que, além de cifrar, detecta adulteração do dado armazenado. Estão sob essa proteção:

  • anexos enviados por pacientes e profissionais;
  • exames e seus laudos;
  • documentos clínicos emitidos pela plataforma;
  • instrumentos de avaliação clínica e odontograma;
  • credenciais e segredos de integração com serviços de terceiros.

As chaves de cifra são mantidas fora do banco de dados e fora do código-fonte, de forma que uma cópia isolada da base não permita a leitura desse conteúdo.

6. Registro de auditoria

A plataforma mantém trilha de auditoria das operações relevantes, registrando quem agiu — pessoa, sistema ou assistente automatizado —, que ação executou, sobre qual registro e quando. A distinção explícita entre ação humana e ação automatizada é requisito de projeto, não subproduto.

7. Cópias de segurança e continuidade

  • Cópia de segurança completa da base a cada três horas, na própria máquina.
  • Cópia fora da máquina de produção, de hora em hora, em servidor distinto. A cópia é puxada pelo servidor de destino por meio de chave restrita à leitura de um único diretório — de modo que o comprometimento da máquina de produção não permita apagar o histórico externo.
  • Retenção externa de 14 dias completos, seguidos de uma cópia diária por até 180 dias.
  • O resultado de cada cópia externa é reportado ao sistema de operações. Ausência de relato é tratada como falha, nunca como silêncio: não existe cópia presumida.

8. Gestão de mudanças

  • Todo o código-fonte é versionado, com histórico integral de autoria e motivo de cada alteração.
  • Nenhuma alteração é publicada sem a execução completa da suíte de testes automatizados, que hoje supera mil casos.
  • A publicação é feita por procedimento único e roteirizado, que interrompe a atualização se a compilação falhar, em vez de colocar no ar versão quebrada.
  • Alteração de estrutura do banco de dados é aplicada por migração versionada, jamais por comando manual em produção.

9. Monitoramento e resposta a incidentes

Um serviço de operações independente da aplicação acompanha continuamente a disponibilidade, a integridade das cópias de segurança e as falhas de entrega, e alerta a administração quando algo sai do esperado.

Confirmado incidente de segurança que possa acarretar risco relevante aos titulares, a Aetivis comunicará os clientes afetados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, nos termos do art. 48 da Lei nº 13.709/2018, informando os dados envolvidos, os riscos e as medidas adotadas.

10. Fornecedores

Contratamos o mínimo de terceiros necessário à operação, e cada um recebe apenas os dados indispensáveis à sua função. Provedores de infraestrutura, de correio eletrônico, de processamento de pagamento e de modelos de linguagem são selecionados entre operadores estabelecidos e submetidos a contrato. Dados de cartão de crédito não transitam por sistemas da Aetivis: a captura ocorre integralmente em ambiente do processador de pagamento.

11. Pessoas

O acesso a dados de produção é restrito aos sócios administradores, concedido apenas quando necessário à operação ou ao suporte solicitado pelo cliente, e sujeito a dever de sigilo.

12. Revisão

Esta política é revista, no mínimo, anualmente, e sempre que houver alteração relevante na arquitetura ou nos controles descritos. A versão e a data em vigor constam no início do documento.

Dúvidas ou solicitações relativas a esta política: contato@aetivis.tech